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Início da terapia: Como lidar com a frustração na sessão e cuidar da sua saúde mental

  • Foto do escritor: Graziela Barbosa
    Graziela Barbosa
  • 23 de mar.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 29 de mar.

Pessoa pensativa em ambiente acolhedor, simbolizando os primeiros passos e desafios do processo terapêutico.

Se você é jovem adulto e decidiu investir na sua saúde mental, mas se surpreendeu ao sentir frustração ou desconforto nos primeiros encontros de terapia, saiba que está tudo bem. Nem sempre o processo terapêutico é uma experiência de imediato bem-vinda, e essa fase pode ser cheia de desafios emocionais. Este artigo foi feito para conversar diretamente com você, de forma acolhedora e informal, ajudando a entender que o início de terapia pode gerar incertezas e como superá-las.


Por que o início da terapia pode ser desafiador?


Muitos jovens adultos que decidem iniciar terapia acreditam que, logo de cara, encontrarão respostas imediatas para seus problemas e receberão toda a ajuda que necessitam. No entanto, desde a primeira consulta, é comum sentir uma certa resistência ou até uma desconexão com o processo. Esta reação, que às vezes se manifesta como frustração no consultório, faz parte de um processo de adaptação tanto para o paciente quanto para o terapeuta.


É importante entender que a terapia é um espaço onde emoções, expectativas e vivências se encontram. Se você começou a terapia e não se sentiu imediatamente confortável, lembre-se: esse sentimento é normal. Assim como numa amizade, pode levar um tempo para que a relação terapêutica se fortaleça e se transforme num ambiente seguro e construtivo para o diálogo.


Compreendendo a frustração na psicoterapia


A frustração no inicio da psicoterapia pode surgir por diversos motivos. Talvez você esperasse que a terapia resolvesse todos os seus problemas de uma vez, ou talvez o estilo do terapeuta não tenha se alinhado com suas expectativas. Outras vezes, a sensação de desconforto vem do trabalho de se expor e refletir questões profundas que, por vezes, nos deixam vulneráveis.


Essa desarmonia inicial não significa que a terapia não irá ajudar ou que o terapeuta não seja competente. O início de terapia muitas vezes exige paciência e uma abertura gradual para explorar conteúdos emocionais que, à primeira vista, podem parecer difíceis de lidar. Durante as primeiras sessões, é comum ter dúvidas e até se questionar se esse caminho é realmente o ideal para o seu bem-estar.


É importante lembrar que, na jornada pela saúde mental, nem tudo é imediato e linear. De fato, muitos relatos de jovens adultos mostram que o desconforto inicial acaba abrindo espaço para autoconhecimento, ressignificação dos sentimentos e, finalmente, uma evolução pessoal significativa.


Dicas práticas para lidar com a frustração inicial


  • Seja paciente consigo mesmo: Entenda que o início de terapia é como aprender uma nova língua. Pode levar algum tempo para se familiarizar com o processo e para que você se sinta confortável em compartilhar seus sentimentos.


  • Mantenha um diário: Registrar suas emoções e pensamentos após cada sessão pode ser uma forma de visualizar a evolução do seu autoconhecimento. Escrever ajuda a organizar as ideias e a identificar padrões que podem estar gerando frustração.


  • Comunique suas dúvidas ao terapeuta: Se algo não está funcionando para você, conversar abertamente sobre isso pode ser transformador. Um bom terapeuta estará aberto para ajustes e poderá oferecer métodos alternativos que se adéquam melhor ao seu perfil.


  • Avalie suas expectativas: Reflita sobre os motivos que o levaram a procurar terapia. Muitas vezes, ajustar expectativas e lembrar que a mudança é gradual pode aliviar parte da frustração.


  • Busque apoio em outros meios: Conversar com amigos ou familiares de confiança sobre sua experiência pode oferecer novas perspectivas. Grupos de apoio e comunidades online também podem ser espaços seguros para compartilhar esses sentimentos.


A importância de ser gentil consigo mesmo


Quando a frustração bater, lembre-se de ser gentil com você mesmo. Autocompaixão é reconhecer que, como ser humano, você passa por momentos difíceis, e tudo bem não se sentir bem imediatamente.


Praticar a autocompaixão é um ato de cuidado com a sua saúde mental. Permita-se sentir, sem julgamentos, todas as emoções que surgem durante o processo. E se, por algum período, o desconforto persistir, saiba que é válido dar um passo atrás para reavaliar a situação sem se culpar.


Se você está se perguntando se deve desistir logo no começo ou buscar outro terapeuta, a resposta não é simples. Cada caminho terapêutico pode revelar desafios diferentes, mas é essencial que o ambiente continue sendo um espaço seguro para suas emoções.


Cultivando a persistência e a confiança


A persistência é uma das chaves para superar os desafios do início da terapia. Nem todo processo é linear e, muitas vezes, os primeiros passos podem parecer mais difíceis do que os seguintes. Com o tempo, à medida que a relação com o terapeuta se solidifica, a dinâmica pode melhorar significativamente.


Confiança é outro ponto fundamental aqui. É natural sentir insegurança, principalmente ao compartilhar experiências e emoções que, às vezes, nem sabemos como explicar. Tente confiar no processo e, principalmente, em si mesmo. A confiança não surge da noite para o dia, mas aos poucos ela se constrói com a prática da reflexão, da autocompaixão e da observação dos pequenos progressos.


Celebrar as pequenas vitórias e reconhecer os avanços, mesmo que aparentemente pequenos, pode incentivar você a continuar na jornada em busca de uma melhor saúde mental.


Dicas para encontrar o terapeuta ideal


  • Faça uma pesquisa prévia: Conversar com amigos, ler avaliações ou buscar recomendações online pode auxiliar na escolha de um profissional que esteja alinhado com a sua forma de pensar.


  • Marque uma sessão experimental: Algumas abordagens terapêuticas oferecem uma sessão inicial para que ambos, terapeuta e paciente, possam se conhecer. Esse contato inicial pode ajudar a identificar se o estilo do profissional se adequa às suas necessidades.


  • Mantenha uma conversa honesta: Desde o primeiro encontro, compartilhe suas expectativas e dúvidas. Um bom terapeuta estará aberto a ajustar seu método para que você se sinta acolhido.


  • Seja aberto para mudanças: Caso perceba que o profissional e o seu estilo não estão em sintonia, não tenha receio de procurar outra opção. A terapia é um espaço para o seu bem-estar e, por isso, deve ser revista se não se adequar às suas necessidades.



Sobre a importância de conversar sobre a experiência


Para muitos jovens adultos, o início de terapia vem acompanhado de histórias de insegurança, descoberta e, acima de tudo, aprendizado. Conversar sobre experiências pessoais pode ajudar a perceber que você não está sozinho nessa jornada.


Existem relatos de pessoas que, mesmo após se sentirem frustradas no consultório, decidiram persistir e descobriram aspectos valiosos de si mesmas. Essas histórias são um lembrete de que os primeiros desconfortos podem dar lugar a transformações profundas.


Uma dica é procurar por grupos de discussão ou fóruns onde outros jovens compartilham suas experiências sobre o início de terapia. Trocar vivências pode ser reconfortante e oferecer novas perspectivas sobre como lidar com os desafios emocionais iniciais. Afinal, a empatia e o apoio mútuo são ferramentas poderosas para enfrentar as turbulências do dia a dia.


Conclusão: Abraçando cada passo da jornada


Ao iniciar a terapia, é normal sentir dúvidas, frustrações e até insegurança. Cada pequeno passo, mesmo que pareça difícil, contribui para o seu crescimento pessoal. Persistir, ajustar expectativas, praticar a autocompaixão e buscar apoio são atitudes que fortalecem sua caminhada rumo a uma saúde mental mais equilibrada.

 
 
 

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Atenção: Se você estiver em crise, com ideação ou planejamento suicida, ligue para o Centro de Valorização da Vida - CVV (188). Em caso de emergência, procure o hospital mais próximo. Havendo risco de morte, ligue imediatamente para o SAMU (192), ou para o Corpo de Bombeiros (193).

 

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